• Gleyce Persil

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio: Precisamos falar sobre isso!

Atualizado: Jan 27



O dia 10 de setembro é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano. O principal objetivo é mostrar que o assunto é global e que precisamos ter coragem de nos envolvermos uns com os outros para difundir a conscientização sobre sua prevenção.


Eu me comprometo em falar sobre a prevenção do suicídio porque isso não se limita à rede de saúde, devendo ir além dela, sendo necessária a existência de medidas em diversos âmbitos na sociedade, que poderão colaborar para a diminuição das taxas de suicídio.


Gente, isso é muito sério e não pode ser mais um tema tabu… precisamos falar sobre isso! Nos últimos anos, o suicídio aparece entre as 20 principais causas de morte no mundo, esse mal não escolhe classe social, idade ou gênero. Responsável por mais de 800.000 mortes, o que equivale a um suicídio a cada 40 segundos no mundo.


O suicídio é definido como um ato executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional. O comportamento suicida pode ser identificado por alguns sinais: os pensamentos, os planos e a tentativa de suicídio. É um comportamento com determinantes multifatoriais, resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais

Precisamos entender que cada pessoa que tira a própria vida representa um parceiro, um filho, um pai, um amigo ou um colega de alguém.


Para cada suicídio estima-se que cerca 135 pessoas sofrem intensamente, entre familiares e amigos. Para cada suicídio, cerca de 108 milhões de pessoas por ano são afetadas profundamente pelo comportamento suicida.


São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil. Trata-se de uma triste realidade, que nos últimos anos tem aumentado, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão*, seguida do transtorno bipolar e o abuso de substâncias tóxicas.


Principais sinais de depressão

– tristeza profunda; – distúrbios do sono; – pensamentos negativos; – desinteresse e apatia; – baixa autoestima; – desleixo com a aparência; – dores físicas; – rejeição; – irritabilidade; – choro frequente; – falta de vontade de fazer atividades simples; – mudanças comportamentais bruscas; – rejeição a determinados assuntos.


O estigma e o tabu relacionados ao assunto dificultam o diagnóstico precoce e a prevenção do suicídio. Durante séculos, por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio foi considerado um grande “pecado”, talvez o pior deles. Uma das razões, que geram medo e vergonha de falar abertamente sobre o problema, que é uma questão de saúde pública.


A cultura das “cortinas fechadas” faz com que pessoas que sofrem de depressão e tendências suicidas, mascarem a dor e os problemas, vivendo até certo ponto normalmente, até que pior acontece. Não apoie a desinformação, depressão não é frescura é uma doença grave e deve ser tratada, com acompanhamento médico, carinho, amor e compreensão.


Um tabu, arraigado em nossa cultura, por séculos, não desaparece sem o esforço de todos. Tal tabu, assim como a dificuldade em buscar ajuda, a falta de conhecimento e de atenção sobre o assunto por parte dos profissionais de saúde e a ideia errônea de que o comportamento suicida não é um evento frequente, condicionam barreiras para sua prevenção.


No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade filantrópica, oferece apoio emocional a partir do número telefônico 188, gratuito, que funciona 24 horas, com voluntários que conversam com pessoas em profundo sofrimento. Também é possível mandar um e-mail ou falar pelo chat, que podem ser acessados pelo site www.cvv.org.br.

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